O Rio Araguaia

O Rio Araguaia é um dos rios mais conhecidos e visitados em Goiás. No entanto, poucos sabem sobre as suas características e suas pecularidades, que o faz um dos mais importantes mananciais do estado.

A palavra Araguaia, de origem da língua indígena Macro-Jê (tronco
Lingüístico aos quais pertencem os primeiros habitantes de Goiás), significa“arara (ara) de cauda longa (guia)”. Os bandeirantes, no final do século XVII, o chamavam de Rio Paraupaba.

Com extensão de 2.627 quilômetros, o Rio Araguaia nasce na Serra do Caiapó, divisa entre Goiás e Mato Grosso.

 Em Goiás, a bacia hidrográfica do Araguaia ocupa uma área de 86.109 km², a oeste do estado, abrangendo 49 municípios. A população total residente na área é estimada em 374.000 habitantes, correspondendo a 8% da população goiana. No entanto, na época de temporada, o Araguaia chega a receber de 300 a 350 mil turistas.

O Araguaia corre no sentido sul-norte, drenando uma área de 382.000km², com uma vazão média de 5.500 m³ por segundo. Segue percorrendo rumo ao Atlântico, ora em corredeiras, ora remansos, serpenteando em todas as direções, margeado por cânions, praias de areias branquíssimas na estiagem, belíssimas florestas de galeria, compostas de milhares de espécies de árvores e coqueiros.

 O rio desce, “engordando-se” com pequenos afluentes que desembocam em sua caixa, e após 720km ele se bifurca formando a maior ilha fluvial  do mundo, a majestosa Ilha do Bananal, com 80km de largura e 350 km de comprimento de explícita beleza natural. Continuando, segue harmoniosamente paralelo ao Rio Tocantins, compondo-se a este, após 2.627km.

O clima do Vale do Araguaia é do tipo Tropical Úmido, com variação de três a seis meses de seca, e precipitação pluviométrica de 1.500 a 1.800 mm, com temperaturas médias de 21 a 26°C, aumentando para o Norte.
Banha os municípios de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará. Nos anos das grandes cheias, invade o Cerrado e a floresta Amazônica, estabelecendo sua largura de até 60km, abastecendo nas suas duas margens milhares de lagos, que são verdadeiros viveiros naturais de toda sorte de peixes de sua ictiofauna peculiar. O relevo é plano e os solos de boa fertilidade.


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